PARA ESCREVER
MÓDULO 2
POESIA EXPANDIDA
PROFESSORA PATRÍCIA LINO
MÓDULO 2
POESIA EXPANDIDA
PROFESSORA PATRÍCIA LINO
Encontro 1
EXPANSÃO, INTERMEDIALIDADE OU HIBRIDEZ
O que é um poema?; O que é um poema expandido?; Expansão versus livro; A universalidade sensata da expansão; De Símias de Rodes a Mallarmé; Os contemporâneos não sabem ler; Como ler um poema expandido?
A INFRALEITURA
O que é a infraleitura; Corporalidade, decolonização, performance académica; O corpo da ensaísta em expansão; Alguns exemplos práticos de infraleitura.
EXERCÍCIO PRÁTICO DE INFRALEITURA
[a partir de poemas de Ana Hatherly, Alexandre O’Neill, Mary Ellen Solt, Philadelpho Menezes, Eugen Gomringer, Salette Tavares, Max Bense ou Norman H. Pritchard]
CIDADE + ESPACIALIZAÇÃO + MIMESIS, MOVIMENTO E TRIDIMENSIONALIDADE
O poema e o aparecimento da cidade; Flâneur — flâneuse; Mimesis e o poema espaciotemporal; Dziga Vertov e o kino-eye; Luís Aranha e o poema-olho.
CHARLES BAUDELAIRE + CESÁRIO VERDE + ÁLVARO DE CAMPOS + LUÍS ARANHA
Análise comparada de poemas de Charles Baudelaire, Cesário Verde, Álvaro de Campos e Luís Aranha.
Encontro 2
ANTROPOFAGIA, EXPANSÃO E ANTICOLONIALISMO
Antropofagia e reciclagem; Expansão antropófaga; A intermedialidade é sempre política; Cinema e colagem.
READY MADE, COLETIVIDADE E NÃO-ORIGINALIDADE
Marcel Duchamp e Oswald de Andrade; Os primeiros modernistas e o princípio da coletividade (Semana de Arte Moderna, outras colaborações interdisciplinares); Apropriações artísticas recentes do Theatro Municipal de São Paulo (Emicida, Exposição “Contramemórias”); Contra o estatuto da(o) a(o) autor(a) ocidental.
LIVROS DE POEMAS COM DESENHOS: INFANTILIDADE E HIBRIDEZ
Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo (1918-19); Feuilles de Route (1924); Pau Brasil (1925); Quelques Visages de Paris (1925); Primeiro Caderno do Alumno de Poesia Oswald de Andrade (1927); O Mundo do Menino Impossível (1927).
ÁLBUM DE PAGU + QUADRINHOS
A produção interdisciplinar das mulheres: Patrícia Galvão; Interdisciplinaridade e feminismo: Álbum de Pagu (1929); Álbum de Pagu e os quadrinhos; Os quadrinhos feministas de Pagu para O Homem do Povo.
DIA GARIMPO
A produção interdisciplinar das mulheres: Julieta Barbara; Um livro de poemas com desenhos esquecido pela crítica: Dia Garimpo (1939); Análise de “Mãe gentil”.
ANOS 80-2000: LIVROS DE POEMAS COM DESENHOS
Zuca Sardan, Eustáquio Gorgone de Oliveira, Jorge Lima Barreto, Mário Vaz, Nicolas Behr, Waly Salomão, Ana Cristina Cesar, Manoel de Barros, Hilda Hilst e Douglas Diegues.
SIGNATARI: OSWALD PSICOGRAFADO
EXERCÍCIO DE POESIA EM QUADRINHOS
Encontro 3
NÃO-COMUNICAÇÃO, ANTI-LOGOCENTRISMO E CODIFICAÇÃO
O princípio subtrativo da composição; Uma erótica da interpretação. O aparecimento da(o) leitor(a); Colaboração autoral.
INTRODUÇÃO À POESIA CONCRETA
“Plano-piloto para poesia concreta” (1958); O poema como um objeto intrincado; A verbivocovisualidade. Análise de poemas de Edgard Braga, Ronaldo Azeredo, Augusto de Campos, Felipe Ehrenberg e Décio Pignatari.
AUGUSTO DE CAMPOS, 5 DÉCADAS DE PRODUÇÃO
Filosofia do NÃO; O NÃO como arte poética; Poema concreto de intervenção; Poema concreto criptogramático.
INTRODUÇÃO AO NEOCONCRETISMO
O corpo material; Co-autoria; Leitura corporal.
O CORPO SEM ÓRGÃOS DE LYGIA CLARK
Objetos relacionais; A performance e o regresso ao ventre; Performance e terapia.
OS POEMAS TRIDIMENSIONAIS DE FERREIRA GULLAR
“Teoria do não-objeto”; Livro-poema; Poema tridimensional; Poema espacial.
DEPOIS DE GULLAR: POEMA-OBJETO COLABORATIVO
Nicanor Parra, Joan Brossa, Lenora de Barros.
Encontro 4
INTRODUÇÃO AO POEMA/PROCESSO
A AVE DE WLADEMIR DIAS-PINO
DUAS MANIFESTAÇÕES DO POEMA/PROCESSO
Poemas/processo em quadrinhos; Os inimigos da poesia: “Rasga-rasga”, Arte no Aterro, exibição de Apocalipopótese (1969) de Raymundo Amado, Pirapora, Feira de Arte de Recife; Poemas comestíveis (Edgardo Antonio Vigo, Anna Bella Geiger, Artur Barrio, Bartolomé Ferrando, Grupo Escombros); Poesia viva (Paulo Bruscky, Unhandeijara Lisboa, Luis Pazos, Letícia Parente, Ivald Granato & Ulises Carrión, Lenora de Barros, Bartolomé Ferrando).
OS POEMAS PERFORMÁTICOS DE NEIDE DE SÁ
Visualidade e descodificação; Espaço, fragmentação e performance; O fim do alfabeto é o corpo ou o poema ludoterapêutico.
MANIFESTAÇÕES RECENTES DO POEMA EXPANDIDO BRASILEIRO
Lenora de Barros (1953-); Leonilson; Arnaldo Antunes (1960-); Eduardo Kac (1962-).